A alegria do Evangelho é a nossa missão

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Capela Musica Calada

terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Caminho Neocatecumenal

O caminho neocatecumenal (ou neocatecumenato) é um itinerário de formação cristã, iniciado na Espanha em 1964, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e de Carmen Hernández, como resposta às novas diretrizes trazidas pelo Concílio Vaticano II, cujo objetivo consiste em abrir um caminho espiritual concreto de iniciação, revovação e valorização do sacramento baptismal, que permita ao "catecúmeno" descobrir o significado concrecto de ser cristão
Mais tarde se uniria a eles o sacerdote Mario Pezzi. A Igreja Católica reconhece o Caminho Neocatecumenal como "Um itinerário de formação católica válido para a sociedade e os dias de hoje" que busca a redescoberta do Batismo. Se encontra atualmente difundido em mais de 100 países, incluindo algumas que tradicionalmente não são cristãs como China, Egito, Coréia do Sul e Japão. Caminho foi iniciado pelo pintor Kiko Argüello, convertido do existencialismo ateu, e pela missionária Carmen Hernández, ambos espanhóis, na miserável favela de Palomeras Altas em Madrid em 1964, sob a forma de formação iniciação catequética e evangelização para adultos afastados, inicialmente dirigida para prostitutas, ciganos e ex-presidiários, maioria entre os habitantes de Palomeras Altas na época.
Inicialmente o caminho neocatecumenal contou com o fundamental apoio do então arcebispo de Madri, Dom Casimiro Morcillo, primeiro prelado a apoiar esta experiência, notando que a pedagogia do caminho ia ao encontro dos novos ideais inseridos da Igreja pelo recém findado Concílio Vaticano II, o qual acabara de participar.
A originalidade do Caminho é ter encontrado uma síntese catequética no estilo dos evangelizadores dos primeiros séculos do cristianismo, válida tanto para os batizados, praticantes ou não, como aos não-cristãos: a centralidade do kerigma, do anúncio de Cristo morto e ressuscitado, e a vivência da fé em pequenas comunidades, cuja finalidade é o amadurecimento na fé e a integração plena de seus membros na paróquia.
O processo se inicia com uma catequização kerigmática, onde se constitui uma comunidade, e conclui, depois de vários anos e várias etapas, com a renovação solene das promessas batismais diante do bispo diocesano, a quem a comunidade se oferece para ajudar nas necessidades pastorais das paróquias.
Assim, primeiras comunidades nasceram em paróquias espanholas de Zamora, Madri., posteriormente no ano de 1967, eram dadas as primeiras catequeses iniciais na paróquia dos Santos Mártires Canadenses em Roma, hoje, porém, o Caminho encontra-se presentes em cerca de 5 mil paróquias dos cinco continentes.
Segundo explicam seus iniciadores, o Caminho responde concretamente a muitas das intuições pastorais do Concílio Vaticano II, como o redescobrimento da Vigília Pascal, a participação evangelizadora dos leigos ou a potenciação dos seminários diocesanos missionários, entre outras. Talvez a mais nova seja o envio de famílias em missão, a pedido dos bispos locais, para promover, junto com um sacerdote, a implantatio ecclesiae naqueles lugares nos quais não existe a Igreja Católica.
Desde seus início do Caminho, as atitudes dos diferentes papas, desde Paulo VI até Bento XVI, foram favoráveis para com o Caminho Neocatecumenal; especialmente João Paulo II, cujo no longo pontificado este Caminho teve seus primeiros reconhecimentos oficiais.
O primeiro foi em 1990, em forma de carta de reconhecimento ao Pontifício Conselho para os Leigos, no qual se definia como “(...)um itinerário de formação católica válida para nossa sociedade e para o homem actual(...)”.
Posteriormente, em 29 de junho de 2002, foram aprovados por decreto deste mesmo Conselho os estatutos do Caminho ad experimentum durante um período de cinco anos, que conclui com a presente aprovação definitiva.
E, finalmente, em 13 de junho de 2008, o cardeal Stanislaw Rylko, o atual presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, entregou aos Iniciadores do Caminho Neocatecumenal, o decreto de aprovação definitiva dos estatutos dessa realidade eclesial ad eternum.
É um itinerário de formação católica, ao serviço dos Bispos para o redescobrimento da Iniciação Cristã dos adultos baptizados, no modo de um pós-catecumenado, quer sejam os que se afastaram da Igreja, os que não foram suficientemente evangelizados nem catequizados, os que desejam aprofundar e amadurecer a sua fé e os que provêm de confissões cristãs não em comunhão com a Igreja Católica. Após este itinerário entra-se no processo de educação permanente da fé, qual via de renovação da paroquia. É também um instrumento para a Iniciação Cristã dos não baptizados, no modo do catecumenado baptismale proposto pelo OICA. É enfim, uma modalidade de serviço da catequese, que pretende levar o homem à fé adulta, ao verdadeiro discípulo de Cristo.A conversão nasce do anúncio do KERIGMA, a Boa Notícia, que é amor experimentado de Cristo vencedor, em cada um de nós, sobre o pecado e a morte, e que se consolida numa comunidade que redescobre e revive o seu baptismo por sucessivas etapas no espírito do Ritual de Iniciação Cristã dos Adultos (RICA), tendo por base um tripé, o Kerigma apostólico, a catequese e a mistagogia.O Caminho Neocatecumenal – não é um movimento, nem é um grupo – mas um itinerário vivido em pequenas comunidades constituídas por jovens e adultos de ambos os sexos e das mais variadas situações (civil, social, económica, etc.) sendo um instrumento ao serviço das Paróquias para a sua renovação (em “comunidade de comunidades”), que sirva para evangelizar o homem contemporâneo e atrair, de novo, pelo amor fraterno aqueles que abandonaram a fé.O Kerigma e as sucessivas etapas do Caminho Neocatecumenal é acompanhado por uma equipa de catequistas de outra comunidade mais avançada no Caminho, já testemunhas da experiência do anúncio salvífico de um encontro com o Deus vivo de Jesus Cristo, que irrompe nas suas próprias histórias e as transforma.No espírito do Presbyterorum Ordinis n.° 10 do Concílio Vaticano II, foram reconhecidos em 1991, por uma Comissão Interdicasterial, os Seminários Missionários Diocesanos Internacionais, "REDEMPTORIS MATER", que preparam presbíteros para a Nova Evangelização segundo o espírito do Caminho Neocatecumenal. Actualmente já existem 56 Seminários diocesanos, com mais de 1500 (mil e quinhentos) seminaristas de diversas nações do mundo. O Seminário Missionário Diocesano Internacional "REDEMPTORIS MATER" NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, em Lisboa, iniciou a sua actividade em Setembro de 2000, tendo de momento, 21 seminaristas cursando estudos na Universidade Católica. Em 29 de Junho de 2002 foram aprovados os «Estatutos do Caminho» pelo Conselho Pontifício para os Leigos com decreto “ad experimentum”, dando ouvidos ao Santo Padre João Paulo II que em 1997 convidava os fundadores a dar um passo muito importante no formal reconhecimento jurídico, como garantia da autenticidade do seu carisma.
Em Portugal o Camino Neocatecumenal tambem esta presente por todo o pais : Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Bragança e Miranda, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda (em início), Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre e Castelo Branco, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Açores.
Fonte : Wikipedia e anuario Católico

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